Texto: 

Na solidão escura 
Do velho Pelourinho 
Matilde, a louca mansa 
Vivia mercando assim: 
Olha a flor da noite ... 
Olha a flor da noite ... 

Seria a flor da noite 
A luz da estrela solitária 
A tremular tão pura 
Sobre o velho Pelourinho? 
Ou o som da voz ausente 
Da menina triste 
Que mercava o seu triste descaminho: 
Olha a flor da noite ... 
Olha a flor da noite ... 

Ou seria a flor da noite 
A face oculta atrás da aurora 
Por quem o homem luta 
Desde nunca até agora 
A louca aprisionada 
Pelos monstros do poente 
E que avisa e grita alucinadamente: 
Olha a flor da noite ... 
Olha a flor da noite ...

Tonga Editora Musical LTDA

Ano: 
Viernes, Enero 1, 1971 (All day)